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Cummins antecipa-se à Tesla no lançamento de Camião Eléctrico para carga pesada.


A Cummins, um dos maiores fabricantes de motores a gasóleo e gás natural para camiões comerciais, revelou esta semana um tractor Classe 7 para carga pesada, que terá uma bateria avançada de 140 kWh que será vendida a operadores de camionetas e frotas de camiões a partir de 2019.

O tractor, que pesa 8165 kg, é apenas um modelo de demonstração, denominado AEOS, nome de um dos quatro cavalos alados puxando a carruagem do Deus do sol, Hélio pelo céu, na mitologia grega. Mas o transportador urbano Classe 7 é completamente operacional e capaz de transportar um reboque de 22 toneladas.


Com uma autonomia de 160 km, o grupo moto-propulsor eléctrico está a ser feito para o mercado de veículos de entrega urbanos (como um camião de cerveja ou camião de entrega de comida) e para veículos de transportes curta distancia em portos e outros terminais. É recarregado em cerca de uma hora numa estação de carregamento de 140 kWh, e o objectivo da Cummins é diminuir essa demora para 20 minutos até 2020, reduzindo o tempo necessário para os seus clientes de negócio. A produção começa em 2019.


Uma versão com autonomia aumentada, que usa um motor a gasóleo eficiente a bordo como gerador, estará disponível um ano depois, tendo 483 km de autonomia entre carregamentos e uma poupança de 50% em combustível quando comparado aos híbridos a gasóleo de hoje em dia.

Por causa dos limites da tecnologia de baterias de hoje, o CEO da Cummins, Thomas Linebarger, disse que o tractor Classe 7 representa uma “aplicação forçada” a um camião eléctrico de trabalho pesado, ou seja, a aplicação de uma bateria a um camião com a tecnologia actualmente disponível. Um grupo moto-propulsor eléctrico ainda não é aplicável a um semi-reboque, por causa das cargas maiores que esses camiões transportam e as distâncias maiores que eles percorrem, disse ele.

A Cummins não irá produzir camiões, irá apenas fornecer um sistema electrónico de bateria totalmente integrado, comprando as células a um fornecedor não identificado, enquanto a Tesla faz as suas próprias baterias na sua “giga-fábrica” no estado americano do Nevada.


O anúncio da Cummins foi feito algumas semanas antes da revelação planeada da Tesla do seu semi-reboque eléctrico. A fabricante de carros plug-in de qualidade premium ainda não forneceu detalhes sobre esse projecto, incluindo a classificação do camião, mas na semana passada, a Reuters reportou que a Tesla irá aparentemente fabricar esse camião para o mercado de transportes regionais, com um semi-reboque eléctrico grande com autonomia de 322 a 483 km.

Ao fazer o seu anúncio antes da Tesla, a Cummins está a transmitir a mensagem que pretende manter-se como um grande fabricante no negócio de camiões comerciais, ainda que o mercado mude do seu negócio principal - motores a gasóleo.
"Há mais tecnologias a tornar-se economicamente relevantes do que alguma vez vi na minha carreira" disse Linebarger numa entrevista. "Isto é o que fazemos. Nós acreditamos que nos desempenhamos melhor quando as tecnologias estão em mudança."


De facto, a empresa de 98 anos tem-se mantido bem-sucedida através da inovação, especialmente quando as regulações e as preferências da clientela estão a mudar. Ao longo dos anos, têm estado na vanguarda das inovações ambientais, escolhendo normas mais estritas de ar limpo, por exemplo, enquanto outros fabricantes resistiam. Esteve na frente da mudança de motores a gasóleo de 2 tempos para 4 tempos, por exemplo, e liderou o desenvolvimento de sistemas de tratamento de partículas de óxidos de nitrogénio.

A Cummins tem trabalhado em grupos moto-propulsores eléctricos e células de combustível há cerca de uma década, e sente-se confiante que está no caminho certo para se manter como líder nesse aspecto, apesar da concorrência de novos rivais como a Tesla, Proterra e a Nikola Motor Company.

"Nós levamos todos esses concorrentes muito a sério," disse Linebarger. "Eles são inovadores, bem financiados e têm o seu foco na tecnologia, como a Cummins.” Onde a Cummins tem a vantagem, disse ele, é na compreensão das necessidades dos clientes.

"Nós sabemos que não podemos ter uma solução para toda a gente,” ele disse, e é por isso que a Cummins continuará a fornecer uma variedade de tecnologias de energia – incluindo eléctricas, a gasóleo, gás natural e futuros combustíveis alternativos – para aplicações diferentes. "Nós temos de ter a certeza que temos a tecnologia certa para a aplicação certa,” disse Linebarger. "Mesmo se o grupo moto-propulsor eléctrico substituir o motor de combustão interna completamente, isso será ainda um período de transição de 20 a 25 anos com qual os nossos clientes vão ter que lidar. Se nós tivermos boa tecnologia, eles quererão comprá-la a nós."

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Créditos: Joann Muller www.forbes.com 
(Acesso em: 31 de Agosto de 2017)
Imagens: www.inhabitat.com (Acesso em: 31 de Agosto de 2017)

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